Não se pode culpar a polícia paulista pelo trágico destino da jovem Eloá, que após tomar um tiro na cabeça, encontra-se em coma induzido, correndo sério risco de vida. (Eloá morreu na noite do sábado, dia que esse post foi escrito)
Como foi dito pelo comandante da operação, como negociar com um sujeito movido pela paixão? Um cara cujo objetivo é matar a ex e, provavelmente, se matar? É diferente de outras situações com reféns, como um assalto a banco. Crime passional é um negócio complicado.
Mas a amiga que voltou para dentro do apartamento é outro papo. Uma bala na boca não é um tiro na cabeça por centímetros. A vida de Eloa estava nas mãos de um desequilibrado. Nayara já estava a salvo em casa.
Todos os tiros vieram da arma de Lindemberg. Mas a bala que acertou Nayara pode ser posta na conta da polícia. E a polícia pode respirar aliviada pelos centímetros que evitaram uma tragédia ainda maior.

