Coisa de gênio

17 12 2008

WAGNER & BEETHOVEN, dois papas da música erudita ocidental. Dois ícones das melodias inesquecíveis. Dois czares das composições complexas.
Já imaginou que conversas tais gênios teriam? Um outro gênio imaginou.

bethoven





Garfield Remix

27 10 2008

Descobri ‘Garfield Minus Garfield‘ no último final de semana, mas parece que já rola desde fevereiro.

A explicação para a insanidade nas palavras do autor, Dan Walsh:
‘Garfield Minus Garfield é um site dedicado a remover o Garfield das tirinhas do Garfield com o objetivo de revelar a angústia existencial de um certo Sr. Jon Arbuckle. É uma jornada às profundezas da mente de um isolado e jovem homem comum, enquanto ele luta uma batalha perdida contra a solidão e a depressão em um tranquilo subúrbio americano.’
O trabalho do irlandês Walsh caiu no gosto do próprio Jim Davis, criador do gato laranja. Tanto que amanhã será lançado um livro assinado por Davis, onde as tirinhas serão apresentadas das duas formas: com e sem o bichano.





Eleitoons

5 10 2008

Hoje é dia de eleições para prefeitos em todo Brasil. “É a grande festa da democracia brasileira, amigo!”, diria Galvão Bueno. Diante de data tão especial, peguei-me pensando de forma mais crítica acerca do espaço ao nosso redor – ao meu redor, pelo menos – e percebi que nossos governantes acham que vivemos em um desenho animado. Estilo Looney Tunes.

Sempre gostei do lado metafísico dos desenhos animados. O impossível. O surreal. Tipo quando o Coiote pinta um túnel no morro pra enganar o Papa-Léguas, mas é o pássaro que engana a realidade. Ele atravessa o túnel, o filho-da-puta. E o Coiote, se tentar segui-lo, cai na própria armadilha. Dá com a cara no morro. Ou é atropelado por um trem mais metafísico ainda. No Rio, tem tempo que já usam essas táticas com a população.

Na frente do meu trabalho, por exemplo, passa o metrô. Pelo menos é o que está escrito no pequeno ônibus prateado que, querem me convencer, é metrô. Ele nem pára no ponto de ônibus em frente ao shopping. Lógico que não. Ele não é ônibus, é metrô. Tá escrito lá, caramba.

Você pode argumentar que é econômico, por conta da integração. Bacana, mas chama de integração, não de metrô. Metrô é outra coisa. Ele ajuda a solucionar problemas de trânsito, transporte, poluição. Problemas criados por ônibus em excesso. Não adianta pintar de cinza e chamar de metrô. Na vida real, o Papa-Léguas não passa direto.





Esse é um trabalho para Obviousman!

14 04 2008

Durante um certo período que não sei precisar, o jornal O Globo publicou em suas páginas as tirinhas Non Sequitur, de Wiley Miller.  Ao contrário das outras, que ficavam no Segundo Caderno, ao lado do horóscopo, Non Sequitur ocupava um pequeno espaço em Mundo. Bastante apropriado.

As pequenas histórias, com texto e traços arrebatadores, sempre foram minha grande referência de crítica inteligente às idéias massificadas, ao pensamento único. Os personagens de Wiley buscavam, de uma forma ou de outra, nos propor que um minutinho de raciocínio não faz mal a ninguém. De todos os tipos criados pelo cartunista californiano, um se destacava nesta batalha pelo dever de pensar: Obviousman!

Após constatar que os americanos são zumbis da mídia, Mark Cohen (o alter-ego do nosso herói) percebe que precisa libertar as pessoas deste estado permanente de torpor em que vivem. Criando um uniforme ridículo com a finalidade de capturar a atenção da audiência, nosso herói parte em sua cruzada. 

Pelo conteúdo de sua obra, percebe-se que o verdadeiro alter-ego de Obviousman é o próprio Wiley. Ao sintetizar tanta mensagem em tão pouco espaço, e usando o jornal (os vários onde foi publicado) como veículo para uma crítica à própria mídia de massa, criador e criatura se misturam.

Clique aqui, confira a origem do herói de Wiley, e veja se não há um pouquinho de Obviousman em você também. E dê uma pesquisada na obra do cara. Não será tempo perdido.