Pirão primeiro

27 10 2008

Eu ia fazer algumas considerações sobre a derrota do Gabeira aqui no Rio, mas recebi um post do ‘Pirão sem dono’. Abaixo, um trecho:

‘Gabeira não foi derrotado por um feriado. Foi derrotado por um dia de sol, foi derrotado pelos seus próprios eleitores, pelo principado do Bracarense, pela república do Jobi, pela intelectualha que preferiu viajar para a Região dos Lagos, para Angra dos Reis, para o quinto dos infernos a ter que permanecer na cidade e comprir uma obrigação cívica. Não, a insolente Zona Sul não cumpre ordens, não se mobiliza, não se responsabiliza. Festa da democracia, para ela, não é festa. Festa tem que ter brilhos, bebidas, carros potentes, glamour, confete e purpurina. Perder cinco minutos de um fantástico dia de sol, desta celebração hedonista que suplanta qualquer outra necessidade, para melhorar a vida de si mesmo e dos outros numa eleição? nem pensar. Como costuma dizer o carioca típico, foda-se.’

Não usaria essas palavras exatamente. Mas era mais ou menos esse o espírito do que eu ia escrever. Para ler na íntegra, clique aqui.





Garfield Remix

27 10 2008

Descobri ‘Garfield Minus Garfield‘ no último final de semana, mas parece que já rola desde fevereiro.

A explicação para a insanidade nas palavras do autor, Dan Walsh:
‘Garfield Minus Garfield é um site dedicado a remover o Garfield das tirinhas do Garfield com o objetivo de revelar a angústia existencial de um certo Sr. Jon Arbuckle. É uma jornada às profundezas da mente de um isolado e jovem homem comum, enquanto ele luta uma batalha perdida contra a solidão e a depressão em um tranquilo subúrbio americano.’
O trabalho do irlandês Walsh caiu no gosto do próprio Jim Davis, criador do gato laranja. Tanto que amanhã será lançado um livro assinado por Davis, onde as tirinhas serão apresentadas das duas formas: com e sem o bichano.





Ambilevidade

22 10 2008

Ambilevidade é o nome que se dá à dificuldade que alguns indivíduos tem em diferenciar os lados direito e esquerdo. Acho que estou sofrendo de ambilevidade.

No Rio de Janeiro, logo que se definiu o segundo turno das eleições para prefeito, como é comum em uma disputa política, delineou-se o clássico embate direta/esquerda. Mas tem alguma coisa aí que não está muito clara.

Eduardo Paes é o candidato da esquerda (é apoiado pelo PT, PC do B, etc) e Fernando Gabeira é o candidato da direita (respaldado pelo PSDB e DEM). Este é, por si só, um quadro bastante confuso para quem acompanha política há algum tempo. Soma-se a isso algumas outras peculiaridades: o candidato da direita é a favor da legalização da maconha, defende as prostitutas, tem apoio da classe artística e de personalidades como Leonardo Boff e Marina Silva. O candidato da esquerda é contra a regularização da profissão de prostituta, é contra a liberação da erva, tem a benção da Igreja Universal e chamou o presidente Lula – que apóia sua candidatura – de ‘chefe de quadrilha’

Acho que estou sofrendo de ambilevidade. Ou então foi só mundo que virou de cabeça pra baixo.





Fresh Prince of Santo André

21 10 2008

Em depoimento após sair do cativeiro pela primeira vez, Nayara declarou que Lindemberg, em devaneios egocêntricos, se dizia o “principe do gueto”
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Tenho a impressão que o “príncipe do gueto” vai virar é a “princesa da cela”.





Eu tenho a Bolsaaaa!!!

20 10 2008

Com as perdas acumuladas pelas bolsas do mundo nas últimas semanas, muita gente que entrou nesse mercado achando que era rápido, fácil e lucrativo está fugindo. No Globo de hoje, alguns incautos afirmam que estão realizando prejuízos de até 40%. E que vão voltar quando a situação melhorar…
Pobres coitados. Se eles assistissem ao He-man até o final do desenho, não estariam passando por isso.

Quem me mostrou essa lição de economia foi o Miza.





Responsabilidades

18 10 2008

Não se pode culpar a polícia paulista pelo trágico destino da jovem Eloá, que após tomar um tiro na cabeça, encontra-se em coma induzido, correndo sério risco de vida. (Eloá morreu na noite do sábado, dia que esse post foi escrito)

Como foi dito pelo comandante da operação, como negociar com um sujeito movido pela paixão? Um cara cujo objetivo é matar a ex e, provavelmente, se matar? É diferente de outras situações com reféns, como um assalto a banco. Crime passional é um negócio complicado.

Mas a amiga que voltou para dentro do apartamento é outro papo. Uma bala na boca não é um tiro na cabeça por centímetros. A vida de Eloa estava nas mãos de um desequilibrado. Nayara já estava a salvo em casa.

Todos os tiros vieram da arma de Lindemberg. Mas a bala que acertou Nayara pode ser posta na conta da polícia. E a polícia pode respirar aliviada pelos centímetros que evitaram uma tragédia ainda maior.